Banco de dados:

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

COINCIDENTEMENTE COM VOCÊ






 Sou cinéfilo, e, mais do que isso, acredito que o cinema, como arte, pode moldar pessoas e expressar sonhos coletivos. Muitas foram as vezes em que, perdido, desorientado, na minha vida real, procurei respostas nas metáforas criadas na tela grande (ou mesmo na TV). O curioso é que não foram poucas as vezes que encontrei certa familiaridade, e, porque não dizer, coincidências entre o que eu vivia e o que assistia.

 Tipo quando das duas vezes em que passei por momentos críticos em meu relaçionamento amoroso, liguei a TV e passava o filme EU SEI QUE VOU TE AMAR, onde um casal começa com um final feliz (um casamento), separam-se e passam a travar uma dança (ou batalha, pra ser mais exato) do acasalamento, onde cada um sente a falta do outro, os dois apaixonados, que não querem dar o braço a torcer. Engalfinham-se, pra depois assumirem seu amor, num jogo de esgrima verbal, homem e muher, defendendo-se e abrindo brechas aqui e ali, onde cada um quer, na realidade, ter novamente o coração transpassado pelo amor irracional, mas são inibidos pela razão. Sei que se o Arnaldo Jabor lesse isso certamente teria vontade de vomitar, mas, é assim que senti o filme; além do mais, não está em mim a presunção de ser crítico profissional de cinema, como todo respeito aos que se debruçam sobre os filmes de forma analítica, meu anseio é fazer, e, enquanto espectador, sentir e experienciar um filme.

 Chorei rios de lágrimas ao ver MEU MALVADO FAVORITO, uma animação nem tão boa assim, mas, com um forte apelo emocional para quem teve de passar a vida inteira tentando provar seu valor, sendo, constantemente, superado, e, no fim das contas, decepcionando todos que nele confiaram.

 Quando vi ESTÃO TODOS BEM, com Robert De Niro, no papel de um pai que viaja os EUA, para saber como andam seus filhos - já que todos não comparecem no jantar de família - e percebe que ele nunca conheceu direito suas crias, sempre distante, ausente nos momentos mais difíceis, seus rebentos confiavam tudo a mãe e mentiam-lhe sobre estarem bem. Vi o perigo eminente que tenho a frente em morar tão distante de minhas próprias filhas, sem saber quais suas cores prediletas, suas sobremesas favoritas, ou, o que esperam da vida... Como acabei comprovando ontem, ao saber que as ótimas notas de minha filha mais velha na escola têm um preço - tudo na vida tem seu preço! - já que minha princesinha vive solitária, sem coleguinhas durante o recreio, vez ou outra, me confessou, suborna a atenção de uma delas com figurinhas do Justin Bieber...

Sim, os céticos dirão que vi e entendi o que queria, não discordo totalmente, mas, ainda assim, o cinema é para mim muito mais do que mero entretenimento.

Isso me leva a falar do filme que assisti recentemente, que, mais me tocou e aguçou minha sensibilidade, e, coincidência ou não, está tendo grande influência sobre minhas tomadas de decisão. Este filme é VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO.

Infelizmente, não tenho tempo para discorrer sobre tudo o que este filme fez comigo, desde sua estética, ao abalo emocional que sofri, este é um dos problemas em se usar internet grátis...

Apenas digo isto: Assistam a VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO.
ORIGINALMENTE POSTADO EM FÁBULAS COTIDIANAS

Nenhum comentário:

Postar um comentário